Leis laborais dividem geringonça
MARGARIDA DAVIM
É mais aquilo que divide PS, BE e PCP do que o que une os parceiros à esquerda quando se trata de leis laborais. O Código do Trabalho está quase como a troika o deixou
A pouco mais de um ano de acabar a legislatura, o governo ainda quase não mexeu no Código do Trabalho herdado do tempo da troika. Muitas das mudanças propostas por BE e PCP foram chumbadas pelo PS com a ajuda de PSD e CDS e outras estão há meses à espera de serem apreciadas na comissão parlamentar de Trabalho.
Apesar das reticências dos patrões - com António Saraiva da CIP a considerar que as medidas propostas pelo governo “vêm contra o desenvolvimento económico e a normalidade das empresas” - e dos avisos de Rui Rio, que diz que “uma mudança da lei laboral, no sentido de ela andar para trás relativamente àquilo que foi feito e que apresenta bons resultados, não pode ter o apoio de um partido que seja sensato”, o que está em cima da mesa está longe de ser uma marcha atrás no Código Laboral deixado pelo governo de Passos Coelho.
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